
A mandala pode parecer apenas um desenho decorativo, mas o seu verdadeiro benefício não está na estética — está na estrutura geométrica repetitiva. Ao preencher formas de maneira contínua e organizada, a mente entra num estado de atenção semelhante a uma meditação. Esse foco favorece a ativação do sistema nervoso responsável pela resposta de relaxamento e ajuda a:
Em poucos minutos, é possível sentir a respiração mais lenta, menos tensão corporal e maior clareza mental. Não é arte, é regulação.
Uma intenção simples torna a prática mais eficaz. Antes de começar, pergunte-se: Quero acalmar-me? Preciso de clareza mental? Quero libertar tensão?
O tema aprofunda a experiência. A estrutura é o essencial.
Integrar um animal na mandala pode representar a qualidade que deseja fortalecer. A pergunta-chave é simples: “Que qualidade preciso de desenvolver neste momento?”
Alguns exemplos:
Para ansiedade ou relaxamento imediato, utilize mandalas pré-desenhadas. A estrutura já definida facilita o foco e reduz a dispersão mental.
Se já tem experiência e deseja aprofundar o autoconhecimento, desenhe o seu próprio círculo e preencha-o com símbolos e cores que representem o seu estado atual.
Comece no centro e avance para fora.
Concentre-se apenas nas linhas e nas cores, permitindo que a atenção se mantenha no momento presente. Trabalhe uma área de cada vez.
Escolha as cores intuitivamente - azul e verde tendem a transmitir calma; cores mais quentes podem estimular energia.
Foque-se no processo. Evite o perfeccionismo e o julgamento estético.
Praticar três vezes por semana é suficiente para manter o equilíbrio emocional.
Em períodos mais exigentes, a prática diária pode acelerar a estabilização. Sessões de 20 a 30 minutos promovem regulação imediata; para aprofundar a experiência, pode prolongar até 60 minutos.
Defina o tempo antes de começar - isso ajuda a manter o compromisso e o foco.
Não é sobre produzir algo bonito; é sobre oferecer à sua mente estrutura, limite e pausa.
Num simples círculo, pode criar um espaço seguro onde os pensamentos abrandam, a respiração se regula e o corpo relaxa.
Criámos um manual prático. Se este tema despertou a sua curiosidade, não adie.
Imprima uma mandala, reserve 20 minutos só para si e experimente.
Curry, N. A., & Kasser, T. (2005). Can coloring mandalas reduce anxiety? A replication study.Art Therapy: Journal of the American Art Therapy Association, 22 (2), 81–85. https://doi.org/10.1080/07421656.2005.10129441
Erickson, J. (2022). Revisioning the animal psyche. Journal of Jungian Scholarly Studies, 17, 7–20. https://doi.org/10.29173/jjs175s
Henderson, P., Rosen, D., & Mascaro, N. (2007). Empirical study on the healing nature of mandalas. Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 1(3), 148–154. https://doi.org/10.1037/1931-3896.1.3.148
Kejriwal, M., & Nandagopal, C. (2015). Carl Jung’s approach to symbolism: With special reference to visual art. Scholars Journal of Arts, Humanities and Social Sciences, 3(4B), 934–937.
Nazmi, S., et al. (2025). Art therapy with mandala: Study protocol for a randomised controlled trial. BMJ Open, 15, e105961. https://doi.org/10.1136/bmjopen-2025-105961
Özsavran, M., & Ayyıldız, T. (2023). The effect of mandala art therapy on the comfort and resilience levels of mothers who have children with special needs: A randomized controlled study.Child: Care, Health and Development, 49(3), 456–465. https://doi.org/10.1111/cch.13110
Schrade, C., Tronsky, L. N., & Kaiser, D. H. (2011). Physiological effects of mandala making in adults with intellectual disability.The Arts in Psychotherapy, 38(2), 109–113. https://doi.org/10.1016/j.aip.2011.01.002
