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O segredo das Mandalas

O segredo das Mandalas

Publicado em Autocuidado e Bem-Estar
22 março, 2026
Leitura de 3 min

A mandala pode parecer apenas um desenho decorativo, mas o seu verdadeiro benefício não está na estética — está na estrutura geométrica repetitiva. Ao preencher formas de maneira contínua e organizada, a mente entra num estado de atenção semelhante a uma meditação. Esse foco favorece a ativação do sistema nervoso responsável pela resposta de relaxamento e ajuda a:

  • Restaurar a concentração
  • Reduzir pensamentos negativos
  • Aumentar a presença no momento

Em poucos minutos, é possível sentir a respiração mais lenta, menos tensão corporal e maior clareza mental. Não é arte, é regulação.

Quer experimentar? Comece em 5 passos simples.

Defina uma intenção

Uma intenção simples torna a prática mais eficaz. Antes de começar, pergunte-se: Quero acalmar-me? Preciso de clareza mental? Quero libertar tensão?

Escolha o tema

O tema aprofunda a experiência. A estrutura é o essencial.

  • Para regulação emocional: água, mar, padrões ondulados, círculos concêntricos, flores simétricas.
  • Para resiliência: árvores com raízes simétricas, ramos interligados, centros fortes.
  • Para relaxamento: padrões suaves e repetitivos, elementos naturais equilibrados.
  • Para autoconhecimento: animais simbólicos.

Integrar um animal na mandala pode representar a qualidade que deseja fortalecer. A pergunta-chave é simples: “Que qualidade preciso de desenvolver neste momento?”

Alguns exemplos:

  • Ursa: proteção e força cuidadora
  • Formiga: cooperação, organização e persistência
  • Peixe: intuição e navegação
  • Lobo: autonomia
  • Águia: visão e perspetiva
  • Leão: coragem e liderança
  • Borboleta: transformação
  • Tartaruga: limites e estabilidade
  • Corvo: autoconsciência
  • Polvo: adaptação
  • Cão: vínculo e lealdade
  • Ovelha: inteligência social
  • Golfinho: inteligência
  • Baleia: saudade/luto
  • Elefante: força inabalável

Escolha pré-desenhada ou criada por si

Para ansiedade ou relaxamento imediato, utilize mandalas pré-desenhadas. A estrutura já definida facilita o foco e reduz a dispersão mental.

Se já tem experiência e deseja aprofundar o autoconhecimento, desenhe o seu próprio círculo e preencha-o com símbolos e cores que representem o seu estado atual.

Saiba por onde começar

Comece no centro e avance para fora.

Concentre-se apenas nas linhas e nas cores, permitindo que a atenção se mantenha no momento presente. Trabalhe uma área de cada vez.

Escolha as cores intuitivamente - azul e verde tendem a transmitir calma; cores mais quentes podem estimular energia.

Foque-se no processo. Evite o perfeccionismo e o julgamento estético.

Defina o tempo que vai reservar

Praticar três vezes por semana é suficiente para manter o equilíbrio emocional.

Em períodos mais exigentes, a prática diária pode acelerar a estabilização. Sessões de 20 a 30 minutos promovem regulação imediata; para aprofundar a experiência, pode prolongar até 60 minutos.

Defina o tempo antes de começar - isso ajuda a manter o compromisso e o foco.

Não é sobre produzir algo bonito; é sobre oferecer à sua mente estrutura, limite e pausa.

Num simples círculo, pode criar um espaço seguro onde os pensamentos abrandam, a respiração se regula e o corpo relaxa.

Criámos um manual prático. Se este tema despertou a sua curiosidade, não adie.

Imprima uma mandala, reserve 20 minutos só para si e experimente.


Referências

Curry, N. A., & Kasser, T. (2005). Can coloring mandalas reduce anxiety? A replication study.Art Therapy: Journal of the American Art Therapy Association, 22 (2), 81–85. https://doi.org/10.1080/07421656.2005.10129441

Erickson, J. (2022). Revisioning the animal psyche. Journal of Jungian Scholarly Studies, 17, 7–20. https://doi.org/10.29173/jjs175s

Henderson, P., Rosen, D., & Mascaro, N. (2007). Empirical study on the healing nature of mandalas. Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 1(3), 148–154. https://doi.org/10.1037/1931-3896.1.3.148

Kejriwal, M., & Nandagopal, C. (2015). Carl Jung’s approach to symbolism: With special reference to visual art. Scholars Journal of Arts, Humanities and Social Sciences, 3(4B), 934–937.

Nazmi, S., et al. (2025). Art therapy with mandala: Study protocol for a randomised controlled trial. BMJ Open, 15, e105961. https://doi.org/10.1136/bmjopen-2025-105961

Özsavran, M., & Ayyıldız, T. (2023). The effect of mandala art therapy on the comfort and resilience levels of mothers who have children with special needs: A randomized controlled study.Child: Care, Health and Development, 49(3), 456–465. https://doi.org/10.1111/cch.13110

Schrade, C., Tronsky, L. N., & Kaiser, D. H. (2011). Physiological effects of mandala making in adults with intellectual disability.The Arts in Psychotherapy, 38(2), 109–113. https://doi.org/10.1016/j.aip.2011.01.002


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